sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Angelina Jolie

Óscares: cerimónia de 2019 pode ser a primeira em 30 anos sem apresentador


A noite mais importante para Hollywood está prevista para o próximo mês, mas não tem anfitrião desde que o comediante Kevin Hart desistiu e nenhum substituto adequado foi encontrado.

A noite mais importante para Hollywood, a dos Óscares, está prevista para para o próximo mês, mas, pela primeira vez em 30 anos, pode não ter um apresentador após o comediante Kevin Hart desistir e nenhum substituto adequado ter sido encontrado.
Embora os organizadores ainda não tenham confirmado os planos, fontes do mundo do entretenimento dizem que os produtores estão a avançar com os preparativos para a 21ª cerimónia, a 24 de fevereiro, sem nenhum mestre de cerimónias.
Seria a primeira cerimónia sem um anfitrião desde a de 1989 - amplamente considerada uma das mais embaraçosas da história dos prémios, cuja abertura contou com um número infame do ator Rob Lowe com... a Branca de Neve.
Enquanto os organizadores da cerimónia lutam para superar o declínio constante nas audiências, muitos dizem que o fracasso em encontrar um anfitrião é, na verdade, uma boa notícia.
"É uma bênção disfarçada", sugeriu Tim Gray, editor na área dos prémios na revista de entretenimento "Variety", à AFP.
"Há anos que as pessoas vêm dizendo que o formato - o mesmo desde 1953 - precisa mudar, e eles estão a tentar reduzir o tempo de duração. Então, pessoalmente, acho que é uma ótima ideia não ter um apresentador", explicou.
Kevin Hart, que contracena com Bryan Cranston no recém-lançado "Novos Amigos Improváveis", foi escolhido para apresentar os Óscares no início de dezembro.
Mas a reação foi rápida - as mensagens nas redes sociais homofóbicas que publicou há alguns anos vieram à tona, provocando protestos, levando-o a retirar-se menos de 48 horas depois.
"Fiz a escolha de renunciar à apresentação dos Óscares deste ano (...) porque não quero ser uma distração numa noite que deve ser celebrada por tantos artistas talentosos e incríveis", anunciou antes de acrescentar "Peço sinceramente desculpas à comunidade LGBT pelas minhas palavras insensíveis no passado".

"TRABALHO INGRATO"

O que se passa para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não conseguir encontrar outra pessoa apropriada?
As duas cerimónias anteriores foram apresentadas pelo comediante e apresentador Jimmy Kimmel. O comediante e ator Chris Rock foi o mestre das cerimónias em 2005 e 2016, enquanto a apresentadora Ellen DeGeneres foi a anfitriã em 2007 e 2014.
Todos, aparentemente, indicaram que não estavam interessados.
"Acho que, hoje em dia, não vale a pena aceitar apresentar os Óscares por causa do escrutínio", disse Gray.
"Em parte acaba por ser um trabalho ingrato. Muitos apresentadores disseram que é um trabalho difícil porque se entra naquela sala, existem três mil pessoas e tudo o que querem saber é quem ganhou em cada categoria", acrescentou.
A Academia recusou vários pedidos da AFP para comentar a questão sobre se haverá ou não apresentador e o possível formato do programa.
Mas de acordo com várias revistas especializadas, os organizadores estão a ponderar a possibilidade de ter várias celebridades, incluindo estrelas dos filmes da Marvel, para introduzir alguns segmentos e os apresentadores dos prémios.
"Os prémios da Academia tiveram regularmente vários apresentadores nas décadas de 1970 e 1980 e a cerimónia televisiva funcionou muito bem", recordou Dave Karger, correspondente especial do IMDb (Internet Movie Database).
"Portanto, se os produtores deste ano puderem contratar grandes estrelas para protagonizar momentos especiais e apresentar os prémios, não acho que o programa seja prejudicado".
Tal como nos anos anteriores, Gray salienta que o grande desafio será como tornar o programa divertido - tanto para os presentes quanto para as pessoas que estiverem a ver pela televisão - mantendo dinâmica uma transmissão de três horas.
"Acho que a situação sem apresentador vai forçá-los a pensar em algo criativo", disse.
"E o facto de que a cerimónia será diferente pode manter a fluir a energia", concluiu.

Razzies: John Travolta, Johnny Depp e Donald Trump nomeados para "Óscares" dos piores


"Gotti", "Holmes & Watson" e "Pela Hora da Morte" estão entre os nomeados para piores filmes de 2018 pelos Golden Raspberry Awards, popularmente conhecidos por Razzies. A concorrência foi tanta que "As Cinquenta Sombras Livre" tem uma presença discreta na lista de nomeações.

A corrida para os prémios que distinguem os piores do ano no cinema promete ser renhida: "Gotti: Um Verdadeiro Padrinho Americano", "Holmes & Watson", "Pela Hora da Morte" e "Death of a Nation", inédito em Portugal, tiveram seis nomeações para os Golden Raspberry Awards, mais conhecidos por Razzies.
Seguindo a tradição, as nomeações para os "Óscares" dos piores foram conhecidas no dia anterior ao anúncio dos candidatos para as mais valiosas estatuetas douradas.
A organização destaca 2018 como "um ano cheio de desastres", dando como exemplos a queda dos mercados, um possível "impeachment" presidencial, os incêndios e inundações devastadores, e os tiroteios em massa.... a que se juntaram os filmes.
Os títulos mais nomeados passaram pelas salas de cinema portuguesas com exceção de "Death of a Nation", um documentário político do comentador republicano Dinesh D'Souza que, juntamente com o documentário de Michael Moore "Fahrenheit 11/9", acabaram por valer a Donald Trump uma nomeação para pior ator (a esposa e ainda a fiel comentadora Kellyanne Conway também não foram esquecidas na categoria de piores atrizes secundárias).
Para o agora presidente americano, este é um regresso: ganhou o "Razzie" de pior ator secundário em 1991 com "As Loucuras do Meu Fantasma".
Sendo provável que esta seja uma ocasião em que não queira ganhar, a verdade é que entre a concorrência está John Travolta, um veterano destes prémios (que dominou em 2000 com piores com "Terra - Campo de Batalha") mas que não era nomeado desde 2009, que conseguiu um regresso graças a "Gotti: Um Verdadeiro Padrinho Americano", e ainda Johnny Depp, que só começou a aparecer nos Razzies em 2013 mas já conseguiu juntar desde então sete nomeações e volta a estar na corrida só por dar a voz à animação "Sherlock Gnomes".
A outra surpresa das nomeações acaba por ser a presença discreta de "As Cinquenta Sombras Livre" da lista: apenas está nomeado para pior atriz secundária (Marcia Gay Harden), realização (James Foley) e argumento).
O primeiro filme dominou os Razzies há três anos, com "distinções" para Pior Filme (empatado com "Quarteto Fantástico"), Ator e Atriz (Jamie Dornan e Dakota Johnson), Argumento eCombinação (outra vez os atores principais), enquanto a sequela "As Cinquenta Sombras Mais Negras" conseguiu oito nomeações e ganhou para pior atriz secundária (Kim Basinger) e pior "remake/exploração/sequela" (o palmarés foi dominado pela animação "Emoji: O Filme").
Melissa McCarthy também pode conseguir um feito pouco habitual: à nomeação de pior atriz por dois filmes ("Pela Hora da Morte" e "Life of the Party") pode juntar esta terça-feira uma para os Óscares com "Can You Ever Forgive Me?". O que não serve de proteção: uma das concorrentes aos piores este ano é a antiga vencedora Helen Mirren por "A Maldição da Casa Winchester".
As nomeações para os Razzies foram votadas pela internet por 1047 membros da organização distribuídos por 50 Estados americanos e 25 países estrangeiros, entre cinéfilos, críticos e pessoas ligadas à indústria cinematográfica americana.
Os "vencedores" serão conhecidos a 23 de fevereiro, um dia antes da outra cerimónia de Los Angeles que dá estatuetas por "excelência cinematográfica".

LISTA DE NOMEAÇÕES

PIOR FILME

  • "Gotti: Um Verdadeiro Padrinho Americano"
  • "Holmes & Watson"
  • "A Maldição da Casa Winchester"
  • "Pela Hora da Morte"
  • "Robin Hood"

PIOR ATRIZ

  • Jennifer Garner ("Peppermint")
  • Amber Heard ("London Fields")
  • Melissa McCarthy ("Pela Hora da Morte" e "Life of the Party")
  • Helen Mirren ("A Maldição da Casa Winchester")
  • Amanda Seyfried ("O Figurante")

PIOR ATOR

  • Johnny Depp (apenas voz) ("Sherlock Gnomes")
  • Will Ferrell ("Holmes & Watson")
  • John Travolta ("Gotti: Um Verdadeiro Padrinho Americano")
  • Donald J. Trump (como ele próprio) ("Death of a Nation" e "Fahrenheit 11/9")
  • Bruce Willis ("Death Wish: A Vingança")

PIOR ATRIZ SECUNDÁRIA

  • Kellyanne Conway (como ela própria) ("Fahrenheit 11/9")
  • Marcia Gay Harden ("As Cinquenta Sombras Livre")
  • Kelly Preston ("Gotti: Um Verdadeiro Padrinho Americano")
  • Jaz Sinclair ("Slender Man")
  • Melania Trump (como ela própria) ("Fahrenheit 11/9")

PIOR ATOR SECUNDÁRIO

  • Jamie Foxx ("Robin Hood")
  • Ludacris (apenas voz) ("Cães à Solta")
  • Joel McHale ("Pela Hora da Morte")
  • John C. Reilly ("Holmes & Watson")
  • Justice Smith ("Mundo Jurássico: Reino Caído")

PIOR COMBINAÇÃO

  • Qualquer combinação de dois atores ou bonecos (especialmente naquelas cenas de sexo assustadoras) em "Pela Hora da Morte"
  • Johnny Depp & a sua carreira a cair rapidamente a pique (por favor, ele está a fazer vozes para desenhos animados) em "Sherlock Gnomes"
  • Will Ferrell & John C. Reilly (a destruir duas das personagens mais adoradas da literatura) em "Holmes & Watson"
  • Kelly Preston & John Travolta (a conseguirem críticas tipo "Terra - Campo de Batalha") em "Gotti: Um Verdadeiro Padrinho Americano"
  • Donald J. Trump & a sua sistemática auto-irrelevância ("Death of a Nation" e "Fahrenheit 11/9")

PIOR REMAKE/EXPLORAÇÃO/SEQUELA

  • "Death of a Nation" (nova versão de "Hillary's America: The Secret History of the Democratic Party"
  • "Death Wish: A Vingança"
  • "Holmes & Watson"
  • The Meg (exploração de "Tubarão")
  • "Robin Hood"

PIOR REALIZAÇÃO

  • Etan Cohen ("Holmes & Watson")
  • Kevin Connolly ("Gotti: Um Verdadeiro Padrinho Americano")
  • James Foley ("As Cinquenta Sombras Livre")
  • Brian Henson ("Pela Hora da Morte")
  • Os irmãos Spierig (Michael & Peter) ("A Maldição da Casa Winchester")

PIOR ARGUMENTO

  • "Death of a Nation"
  • "As Cinquenta Sombras Livre"
  • "Gotti: Um Verdadeiro Padrinho Americano"
  • "Pela Hora da Morte"
  • "A Maldição da Casa Whinchester"

"Glass": filme de M. Night Shyamalan é o preferido dos espectadores apesar das más críticas


Após o domínio de Transformers e de rei dos mares Aquaman, "Glass" é o primeiro grande sucesso do cinema em 2019.

"Glass" foi o filme mais visto nos EUA e a nível internacional este fim de semana, o que faz dele o primeiro grande sucesso de bilheteira de 2019.
Realizado por M. Night Shyamalan, "Glass" é tanto uma sequela de "Fragmentado" (2000), com Bruce Willis e Samuel L. Jackson, como de "Fragmentado" (2017), com James McAvoy.
Nos EUA, as receitas no chamado fim de semana de quatro dias de Martin Luther King Jr. chegaram aos 47 milhões de dólares [41,35 milhões de euros] e são a terceira melhor estreia de janeiro, a seguir a "Sniper Americano" (107 milhões) e "Ride Along / Polícia em Apuros" (48 milhões).
Trata-se de valor sólido para um título que custou apenas 20 milhões, mas ficou ligeiramente abaixo do que esperava o estúdio Universal e a maioria dos analistas, que antecipavam ainda mais por causa do estatuto de culto do primeiro filme e o surpreendente sucesso de "Fragmentado".
As reações pouco entusiásticas de críticos e dos primeiros espectadores terão contribuído para esfriar as expectativas, mas sondagens indicam que 65% dos espectadores americanos tinham mais de 25 anos, o que significa que os fãs de "O Protegido" compareceram em força para a conclusão da trilogia.
A nível internacional, "Glass" conseguiu 48,5 milhões de dólares [42,67 milhões de euros] e terminou com o domínio das últimas semanas de "Aquaman" e "Bumblebee" (sexto título da saga "Transformers").
Está também a portar-se melhor nas bilheteiras do que o segundo filme em vários mercados.
Um deles é Portugal: "Fragmentado" foi visto por 23920 espectadores  em 46 salas nos primeiros quatro dias de estreia em fevereiro de 2017 (quase 129 mil euros) e "Glass" chegou agora aos 46032 em 85 ecrãs (cerca de 259 mil euros).

Marion Cotillard