segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

"Cabaret Maxime": filme de Bruno de Almeida ganha Grande Prémio do Caminhos do Cinema


O filme "Cabaret Maxime", do realizador Bruno de Almeida, ganhou o Grande Prémio do festival Caminhos do Cinema, de Coimbra, que premiou Jorge Pelicano com o melhor documentário e primeira longa de Leonor Teles como a melhor de ficção.

O Grande Prémio do festival dedicado ao cinema português foi atribuído ao filme de Bruno de Almeida, que conta a história de Bennie Gaza, dono de um cabaret onde um grupo de artistas apresenta números musicais, de burlesco, comédia e striptease, numa altura em que o bairro onde se encontra começa a sofrer um processo de gentrificação.
"Um texto que se constrói nas ruínas de um mundo que não volta mais", sublinhou o júri, sobre a obra de Bruno de Almeida, que recebeu também o galardão de melhor realizador.
Já Leonor Teles, com a sua primeira longa-metragem "Terra Franca", um documentário, recebeu o prémio de melhor longa de ficção.
"O júri decidiu atribuir este prémio a um documentário de longa metragem. Filmado num tempo largo e com dispositivos narrativos tão complexos como um filme de ficção, o filme lembra-nos o que fica, para além de todas as tempestades", justificou o júri do Caminhos.
Leonor Teles conquistou ainda o prémio D. Quijote, da Federação Internacional de Cineclube, que decidiu também atribuir uma menção honrosa a "Maria", de Catarina Neves Ricci.
O filme "Até que o Porno nos Separe", de Jorge Pelicano, conquistou o prémio de melhor documentário, com o júri a considerar que esta obra sobre a relação entre uma mãe conservadora e o filho ator porno gay é, "mais do que tudo, uma grande história de amor".
"Entre Sombras", de Mónica Santos e Alice Guimarães, venceu o de melhor animação do festival, e "Anteu", de João Vladimiro, o de melhor curta.
O trabalho musical de Manuel João Vieira para o "Cabaret Maxime" conquistou o galardão de melhor banda sonora, filme que ainda conquistou o prémio de melhor direção artística pelo trabalho de João Torres.
João Ribeiro venceu o prémio de direção de fotografia, no filme "A Árvore", de André Gil Mata.
O prémio de imprensa foi para "Bostofrio, oú le ciel rejoint la terre", de Paulo Carneiro.
Na secção de Ensaios (dedicada a filmes produzidos em contexto académico), "Um Marco no Futebol", de José Caetano (Universidade da Beira Interior) recebeu o prémio na competição nacional e "Vidas Cinza", de Leonardo Martinelli, na competição internacional.
O festival arrancou a 23 de novembro, com o simpósio "Fusões no Cinema", em São João da Madeira, sendo que a competição cinematográfica da seleção principal, decorreu no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, onde hoje se realiza a cerimónia de encerramento e entrega de prémios, pelas 21:45.
Na sua 24.ª edição, o festival dedicado ao cinema português contou com 26 longas-metragens, 110 curtas, 17 documentários e 21 animações, num total de 74 horas, cinco minutos e 55 segundos de "novos caminhos".

"Bohemian Rhapsody": Robert Downey Jr. faz rasgado elogio a Rami Malek


Rami Malek já era considerado um forte candidato aos Óscares ainda antes do apoio do "Homem de Ferro".

O musical "Bohemian Rhapsody" foi acusado de polir ou ignorar completamente partes da vida do cantor Freddie Mercury, mas quase todas as opiniões sobre o filme, boas ou más, convergem num ponto: Rami Malek é excelente como o vocalista dos Queen.
A interpretação coloca o ator numa excelente posição na corrida aos prémios de Hollywood e um dos fãs é Robert Downey Jr..
A estrela maior da Marvel partilhou no seu Instagram uma fotografia com Malek e um rasgado elogio: "Digo, inequivocamente, que o Rami Malek está na frente da linhagem da sua geração de atores. Revelou-se um 'showman' completo, obviamente a fisicalidade, os movimentos, a voz e tudo isso. O senhor é muito bom".
Foi durante uma entrevista à revista Interview em 2016 que se ficou a saber que Downey Jr. era um grande fã da série "Mr. Robot", em que a estrela principal é Rami Malek, e chegou a visitar a rodagem.
A amizade entre os dois também já os levou a trabalhar juntos em "The Voyage of Doctor Dolittle", que chega aos cinemas em 2020.

Cinema Ideal abre Noite do Cinema Europeu com filme de Godard


"O Livro de Imagem", de Jean-Luc Godard, abre em Lisboa a Noite do Cinema Europeu, que vai decorrer até 7 de dezembro em 34 cidades de 27 Estados da União Europeia.

A projeção de "O Livro de Imagem", de Godard, no Cinema Ideal, em Lisboa, na próxima segunda-feira, coincide com a abertura da Noite do Cinema Europeu, que vai decorrer até 07 de dezembro, em 34 cidades de 27 Estados-membros.
Ao todo serão 50 sessões gratuitas, dedicadas a 20 filmes apoiados pelo programa Media da União Europeia, como "Guerra Fria", de Pawel Pawlikowski, "Feliz como Lázaro", de Alice Rohrwacher, e "Uma Mulher em Guerra", de Benedikt Erlingsson.
A sessão em Lisboa, dedicada ao mais recente filme de Jean-Luc Godard, prevê a participação do realizador Pedro Costa, como convidado, e tem início às 21:30.
"O Livro de imagem" é "uma reflexão sobre o cinema e o estado do mundo", sob a ameaça de guerra, e venceu a Palma de Ouro especial, no Festival de Cannes, no passado mês de maio.
Entre outros filmes anunciados para a iniciativa estão “O Outro Lado da Esperança”, de Aki Kaurismäki, "O Sacrifício de um Cervo Sagrado", de Yórgos Lánthimos, “Les filles du soleil”, de Eva Husson, “Rojo”, de Benjamin Naishtat, “Girl”, de Lukas Dhont, "Utoya 22 de julho", de Erik Poppe, que também serão alvo de projeções gratuitas, em cidades como Madrid, Barcelona, Dublin, Paris, Nantes, Roma, Milão, Hamburgo, Berlim, Praga, Estocolmo, Copenhaga, Helsínquia, Varsóvia ou Vilnius.
O Cinema Ideal, em Lisboa, é a única sala portuguesa, da rede Europa Cinemas que aparece no mapa da iniciativa.
Lançada no âmbito do programa Europa Creativa Media, que tem apoiado o setor do audiovisual, a Noite do Cinema Europeu tem por objetivo mostrar a contribuição da UE para o setor.
"O cinema é uma parte essencial da nossa rica e diversificada cultura europeia e está a contribuir para reforçar os laços entre as pessoas que sentem a mesma paixão e emoção num filme”, disse a responsável europeia pela Economia e Sociedade Digital, Mariya Gabriel, citada pelo comunicado.
O comissário Tibor Navracsics, responsável pela Educação, Cultura, Juventude e Desporto, disse, citado pelo mesmo comunicado: "Os filmes europeus fazem parte do nosso património cultural que temos celebrado durante todo o ano com o objetivo de torná-lo acessível a todos.
Cada um dos 34 cinemas que participam na iniciativa irá organizar um evento especial à noite. Os filmes foram escolhidos pelos exibidores locais, de modo a adaptar a programação ao seu público.
Todos os cinemas envolvidos pertencem à rede Europa Cinemas, do programa Creative Europe MEDIA, em parceria com o canal Arte.
O apoio direto da Comissão Europeia ao cinema europeu remonta a 1991, com a criação do programa MEDIA, que prevê, entre outras ações, o apoio financeiro à distribuição, fora de seu país de produção.
Todos os anos, em média, mais de 400 filmes são disponibilizados a audiências noutro país europeu, com a ajuda do MEDIA, recorda a Comissão no comunicado hoje divulgado.
Em maio deste ano, a Comissão propôs aumentar o orçamento do programa em quase 30 por cento, no quadro comunitário de 2021-2027.

Disney quer Tom Hanks como Geppetto no filme "Pinóquio"


Após vários anos a marcar passo, o estúdio está a fechar rapidamente a equipa criativa para a versão em imagem real de mais um clássico da animação.

Tom Hanks está na fase inicial das negociações para se tornar o paternal Geppetto na adaptação em imagem real que a Disney prepara do clássico da animação "Pinóquio", avançou a comunicação social americana.
Se o processo correr bem, será o primeiro nome no elenco.
Após o sucesso nos filmes familiares "Paddington" (2014) e a sua sequela (2017), a Disney conseguiu assegurar Paul King para realizar o projeto.
Desde abril de 2015 que é conhecida oficialmente a vontade da Disney em fazer uma nova versão, mas o processo criativo tem sido atribulado.
O realizador escolhido era Sam Mendes, mas falharam as negociações com o vencedor do Óscar por "Beleza Americana" e responsável por dois dos maiores sucessos da saga James Bond, "007 - Skyfall" e "007 Spectre".
"Pinóquio" (1940), a história da marioneta que desejava "ser um menino de verdade", será um dos próximos clássicos da animação da Disney a ter uma versão em imagem real, uma estratégia do estúdio que tem rendido milhões e cujos maiores títulos de sucesso são os "A Bela e o Monstro" e "O Livro da Selva".
Os próximos já com data de estreia confirmada são "Dumbo", de Tim Burton (29 de março de 2019), "Aladdin", de Guy Ritchie (24 de maio) e "O Rei Leão", de Jon Favreau (18 de julho).
Ainda numa fase inicial de preparação estão "A Pequena Sereia", "Mulan" e "Cruella de Vil", este último sobre a vilã de "Os 101 Dálmatas".
Existe outra versão da história em preparação: uma animação de Guillermo del Toro para a Netflix.

Óscares sob pressão da Netlix: "Roma" é o melhor filme do ano para críticos de Nova Iorque


Filme de Alfonso Cuarón ganhou o principal prémio do prestigado New York Film Critics Circle.

Os críticos de Nova Iorque seguiram o exemplo do Festival de Veneza e atribuíram pela primeira vez o prémio de Melhor Filme a uma produção Netflix.
O filme é, claro, "Roma", o drama familiar do mexicano Alfonso Cuarón ambientado no México na década de 1970 e inspirado na sua própria família, nos amores e desamores entre funcionários e empregadores, filmado a preto e branco e com atores desconhecidos do grande público.
Alfonso Cuarón também o prémio pela realização e direção de fotografia, reforçando o favoritismo na corrida às nomeações para os Óscares apesar das conhecidas resistências de membros da Academia ao modelo de produção da Netflix.
"Roma" é o candidato oficial à categoria de Melhor Filme Estrangeiro do México, onde a exibição foi boicotada por duas grandes exibidoras que exigiam um maior período de exclusividade nos cinemas.
O filme já estreou em algumas salas de Los Angeles, Nova Iorque e México a 21 de novembro, e antes do lançamento na plataforma de streaming a 14 de dezembro ainda chegará a mais algumas cidades americanas e a outros outros países (em Portugal, está prevista a estreia em algumas salas a 13 de dezembro).
Ao longo das próximas semanas, dúzias de associações de críticos vão anunciar as suas escolhas, mas a do New York Film Critics Circle, fundada em 1935, é a mais antiga e uma das que têm mais prestígio nos EUA. É formada por 42 críticos de cinema de imprensa e internet.
Para Melhor Ator, a escolha foi Ethan Hawke por "No Coração da Escuridão", filme que também valeu ao lendário Paul Schrader o prémio do argumento.
Regina Hall foi considerada a Melhor Atriz pela comédia "Support the Girls", com Regina King distinguida como secundária por "If Beale Street Could Talk", o novo filme de Barry Jenkins, realizador do oscarizado "Moonlight". Como ator secundário, a escolha recaiu no britânico Richard E. Grant por "Can You Ever Forgive Me?".
Para Melhor Animação, uma surpresa: "Homem-Aranha: No Universo Aranha" contrariou o aparente favoritismo de "The Incredibles 2".
Mais previsível foi o prémio de Melhor Filme Estrangeiro para "Cold War - Guerra Fria", do polaco Pawel Pawlikowski, enquanto o meuito elogiado "Eighth Grade", de Bo Burnham, destacou-se como Melhor Primeiro Filme.
O New York Film Critics Circle gosta de se apresentar como uma "alternativa" aos Óscares: as escolhas de Melhor Filme coincidiram 31 vezes em 83 anos e a mais recente foi com "O Artista" em 2012.
Nesta década, preferiu "00:30 A Hora Negra", "Golpada Americana", "Boyhood", "Carol", "La La Land" e "Lady Bird", enquanto a Academia optou por "Argo", "12 Anos Escravo", "Birdman", "O Caso Spotlight", "Moonlight" e "A Forma da Água".

Lady Gaga admite que ainda não recuperou de "Assim Nasce Uma Estrela"


Num encontro com outras atrizes, a artista falou da sua primeira experiência no cinema.

Lady Gaga ainda não conseguiu esquecer a experiência intensa que foi o seu primeiro papel no cinema com "Assim Nasce Uma Estrela".
A revelação surgiu durante uma mesa-redonda organizada pelo The Hollywood Reporter onde também participaram outras atrizes que fizeram filmes em destaque nos últimos meses: Glenn Close (A Mulher"), Nicole Kidman ("Destroyer" e "Boy Erased"), Rachel Weisz ("A Favorita"), Regina King ("If Beale Street Could Talk) e Kathryn Hahn ("Private Life").
"Queria ser atriz antes de querer ser cantora, portanto isto era um grande sonho meu. [...] Senti-me mesmo entusiasmada e pronta para este papel", recordou sobre o desafio de ser Ally em "Assim Nasce Uma Estrela", que muitos acreditaram que será recompensado pelo menos com uma nomeação para os Óscares.
A personagem é uma empregada de bar que desistiu do seu sonho ser cantora até ser descoberta por Jackson Maine (Bradley Cooper), um músico consagrado que a ajuda a chegar aos grandes palcos e ao estrelato. Os dois apaixonam-se, mas enquanto a carreira dela descola, a relação pessoal começa a deteriorar-se.
"Ainda sinto que estou a recuperar de ter interpretado esse papel", admitiu sobre a experiência da sua estreia como atriz no grande ecrã.
Lady Gaga contou que deu a Ally "algo que não costumo dar sempre como cantora" e quis torná-la completamente diferente da grande estrela que os seus fãs conhecem. E insistiu que lhe chamassem a atenção se estivesse a fazer algo como Ally que fosse igual ao que que faria como Lady Gaga.
Lady Gaga acrescentou que começou a criar personagens para os seus espetáculos porque não tinha conseguido afirmar-se como atriz, mas ao contrário dessas, existiu uma diferença com Ally: a personagem surgiu de um "processo de colaboração" com Bradley Cooper, também afazer a sua estreia como realizador.
"Foi um santuário de confiança e portanto, quando vi essa confiança com o Bradley, disse, 'OK, vou ter de me tornar alguém em que não tenho o controlo total", explicou.

Chaplin...