segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sempre o BENFICA

É por não gostar de futebol que sou do Benfica. Tal como compreendo como é que há portugueses que conseguem ser de outros clubes. O Sporting, o Porto podem jogar bem e o Belenenses e a Académica podem calhar bem em sociedade, mas só o Benfica, como o próprio nome indica, é o próprio Bem. Que fica.

Só o Benfica pode jogar mal sem que daí lhe advenha algum mal. Basta olhar para os jogadores para ver que sabem que são os maiores, que não precisam de esforçar-se muito, porque são intrínseca e moralmente a maior equipa do mundo inteiro.

Porquê?

Ninguém sabe. Mas sente-se. Quando perdem, não se indignam, não desesperam.

Eusébio só chorou quando jogou por Portugal. Quem joga no Benfica tem o privilégio e o condão de estar sempre a sorrir. Não conseguem resistir.

O Benfica, a bom ver, nem sequer é uma equipa de futebol. É um nome. É como dizem os brasileiros, uma "griffe". Têm uma cor. Antes de entrar em campo, já têm um mito em jogo, já estão a ganhar por 3-0, graças só à reputação.

Quando o Benfica perde, parece sempre que quis perder. Essa é a força inigualável do Sport Lisboa e Benfica - faz sempre o que lhe apetece.

Qual é o segredo do Benfica? São os benfiquistas. São do Benfica como são filhos de quem são. Ninguém "escolhe" o Benfica, como ninguém escolhe a Mãe ou o Pai. Em geral, aliás, os benfiquistas odeiam o Benfica e lamentam-no no estádio e em casa, mas pertencem- lhe. Quanto mais pertencemos a uma entidade superior, seja a Família, a Pátria, Deus - ou o Benfica, mais direito, temos de criticá-la e blasfesmá-la. Não há alternativa.

Em contrapartida, os sportinguistas e portistas parecem genuinamente convencidos que apoiam as equipas deles porque são as mais dignas ou as melhores.

Desgraçados! Se fossem coerentes, seriam todos adeptos do REAL MADRID, AC MILAN, etc, etc. No Benfica, não se exige qualquer lealdade. Só se pede, em relação aos adeptos de outros clubes, caridade e comiseração. O Sporting, por exemplo, tem a mania e a pretensão de ser "rival" do Benfica, um pouco como o PSN se julga crítico parlamentar do PSD. Mas, se se tirasse o Benfica ao Sporting, o Sporting deixaria de existir. O Benfica é um grande clube porque tem história e talento suficientes para não dar importância aos resultados.

Tem uma tradição de nonchalance" e de pura indiferença que não tem igual nos grandes clubes europeus. O Benfica não joga - digna-se jogar.

Não joga para vencer - vence por jogar.

Odeio futebol. Mas amo o Benfica. As opiniões de quem gosta de futebol são suspeitas. Claro que os sábios são do Benfica. Mas a força deste grande clube está nos milhões que são benfiquistas apesar do Benfica, apesar do futebol, e apesar deles próprios. Em contrapartida, aposto que a totalidade de pessoas que são do Sporting ou do Porto, por infortúnio pessoal ou deficiência psicológica, são sócios. A força do Benfica, meus amigos, está em quem não paga as quotas, que não vai a jogos, quem não sabe o nome dos avançados - isto é, no resto do mundo. O Benfica, é o Benfica. E o que tem de ser - e é- tem muita força.

Miguel Esteves Cardoso

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

OS TRÊS ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE, O GRANDE

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus três últimos desejos:

1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 - que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Brad Mehldau

Poinciana-Ahmad Jamal Trio

Ahmad Jamal on piano
Idris Muhammad on drums
James Cammack on bass.

Performing in 2005.

Bob Baldwin - Everybody's Beautiful

Bob Baldwin is a New York-born contemporary jazz musician and producer.
Born December 9, 1960, Mount Vernon, NY
Bob is an American music composer, pianist, record producer, musical arranger, Pianist and compose, who learned how to play directly from his father, Robert (Bob) Baldwin, Sr. During three decades in the entertainment industry, Baldwin has humbly earned two SESAC Music awards for his 2002-2003 airplay of "the Way She Looked At Me" as well as his 2008 airplay on "NewUrbanJazz.com", 1 Grammy Award nomination (2000), and the Sony Innovators Award in 1989 selected by Roberta Flack.
In 1986, Baldwin opened up for Trumpeter Tom Browne at NY's Bottom Line and began to work with Browne on his disc "No Longer I", one of the first recorded Gospel-Jazz albums in 1987. His work caught the ear of Danny Weiss and Dave Wilkes, and they produced Baldwin's first disc, "I've Got a Long Way To Go" on Malaco records in 1988. The project was submitted to the Sony Innovators Award in 1989 and won first place over the group Straight Ahead. Roberta Flack was the finalist judge.
That award caught the attention of Sylvia Rhone, and he the produced 2 discs for Atlantic Jazz in 1990 and 1992 ("Rejoice" and "Reflections of Love"). "Reflections" charted top-20 on the Billboard Contemporary Jazz Charts.
With over 14 discs released to date, his 14th and latest tributes a great artist ("Never Can Say Goodbye", a Tribute to Michael Jackson"). His latest debuted top 20 on the Billboard Contemporary Jazz Chart. Prior to launching his music career, Baldwin's radio exploits began in 1979, when he spun records for his college station, WGEV (Geneva College/Beaver Falls, Pa.), and secured an internship at Inner City Broadcasting (WLIB/WBLS) where he learned news reporting under the tutelage of Pat Prescott. In 1984, he briefly covered the Jesse Jackson Presidential run for WVIP in Mt. Kisco, as well as WJSJ in Jacksonville, KJAZ in Bermuda, and WCLK and WJZZ in Atlanta, Baldwin launched his program, "The NewUrbanJazz Lounge" in 2008.
(Written by the staff of [City Sketches, Inc.]
In the momentous Jazz of the City Atlanta portrait (taken in April 2007), Baldwin stands tall—at the height of the stairs of the Atlanta City Hall Atrium—with over 100 fellow jazz musicians surrounding Mayor Shirley Franklin.